terça-feira, 18 de janeiro de 2011

LEITURA DIÁRIA DA BÍBLIA

Jó 8

1) ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse:
2) Até quando falarás tais coisas, e as razões da tua boca serão, qual vento impetuoso?
3) Porventura perverteria Deus o direito, e perverteria o Todo-poderoso a justiça?
4) Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou na mão da sua transgressão.
5) Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-poderoso pedires misericórdia,
6) Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça.
7) O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu último estado crescerá em extremo.
8) Porque, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas, e prepara-te para a inquirição de seus pais.
9) Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra.
10) Porventura não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão razões?
11) Porventura sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?
12) Estando ainda na sua verdura, e ainda não cortada, todavia antes de qualquer outra erva se seca.
13) Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus e a esperança do hipócrita perecerá.
14) A sua esperança fica frustrada, e a sua confiança será como a teia de aranha.
15) Encostar-se-á à sua casa, e ela não se terá firme ampará-la-á, e ela não ficará em pé.
16) Está sumarento antes que venha o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim
17) As suas raízes se entrelaçam junto à fonte, para o pedregal atenta.
18) Desaparecendo ele do seu lugar, negá-lo-á este, dizendo: Nunca te vi.
19) Eis que este é alegria do seu caminho, e outros brotarão do pó.
20) Eis que Deus não rejeitará ao reto, nem toma pela mão aos malfeitores
21) Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de louvor.
22) Teus aborrecedores se vestirão de confusão, e a tenda dos ímpios não existirá mais.


Jó 9

1) ENTÃO Jó respondeu, e disse:
2) Na verdade sei que assim é porque co-mo se justificaria o homem para com Deus?
3) Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
4) Ele é sábio de coração, poderoso em forças quem se endureceu contra ele, e teve paz?
5) Ele é o que transporta as montanhas, sem que o sintam, e o que as transtorna no seu furor.
6) O que remove a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem.
7) O que fala ao sol, e ele não sai, e sela as estrelas.
8) O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar.
9) O que faz a Ursa, o Oriom, e o Setestrelo, e as recâmaras do sul
10) O que faz coisas grandes, que se não podem esquadrinhar, e maravilhas tais que se não podem contar.
11) Eis que passa por diante de mim, e não o vejo e torna a passar perante mim, e não o sinto.
12) Eis que arrebata a presa quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que fazes?
13) Deus não revogará a sua ira debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos.
14) Quanto menos lhe poderei eu responder ou escolher diante dele as minhas palavras!
15) A ele, ainda que eu fosse justo, lhe não responderia antes ao meu Juiz pediria misericórdia.
16) Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos à minha voz.
17) Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa.
18) Nem me permite respirar, antes me farta de amarguras.
19) Quanto às forças, eis que ele é o forte e, quanto ao juízo, quem me citará com ele?
20) Se eu me justificar, a minha boca me condenará se reto me disser, então me declarará perverso.
21) Ainda que perfeito, não estimo a minha alma desprezo a minha vida.
22) A coisa é esta por isso eu digo que ele consome ao reto e ao ímpio.
23) Matando o açoite de repente, então se ri da prova dos inocentes.
24) A terra é entregue às mãos do ímpio. Ele cobre o rosto dos juízes se não é ele, quem é logo?
25) E os meus dias são mais velozes do que um correio fugiram, e nunca viram o bem.
26) Passam como navios veleiros, como águia que se lança à comida.
27) Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, mudarei o meu rosto, e tomarei alento
28) Receio todas as minhas dores, porque bem sei que me não terás por inocente.
29) E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão?
30) Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão,
31) Mesmo assim me submergirás no fosso, e os meus próprios vestidos me abominarão.
32) Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo.
33) Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos.
34) Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror.
35) Então falarei, e não o temerei porque assim não estou em mim.

Jó 10

1) A MINHA alma tem tédio de minha vida darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma.
2) Direi a Deus: Não me condenes faze-me saber porque contendes comigo.
3) Parece-te bem que me oprimas, que rejeites o trabalho das tuas mãos e resplandeças sobre o conselho dos ímpios?
4) Tens tu porventura olhos de carne? Vês tu como vê o homem?
5) São os teus dias como os dias do homem? Ou são os teus anos como os anos de um homem,
6) Para te informares da minha iniqüidade, e averiguares o meu pecado?
7) Bem sabes tu que eu não sou ímpio todavia ninguém há que me livre da tua mão.
8) As tuas mãos me fizeram e me entreteceram e, todavia, me consomes.
9) Peço-te que te lembres de que como barro me formaste, e de que ao pó me farás tornar.
10) Porventura não me vazaste como leite, e como queijo me não coalhaste?
11) De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me entreteceste.
12) Vida e beneficência me concedeste, e o teu cuidado guardou o meu espírito.
13) Mas estas coisas as ocultaste no teu coração bem sei eu que isto esteve contigo.
14) Se eu pecar, tu me observas, e da minha iniqüidade não me escusarás.
15) Se for ímpio, ai de mim! e se for justo, não levantarei a minha cabeça cheio estou de ignomínia, e olho para a minha miséria.
16) Porque se me exalto, tu me caças como a um leão feroz, e de novo fazes maravilhas contra mim.
17) Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira reveses e combate estão comigo.
18) Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! se então dera o espírito, e olhos nenhuns me vissem!
19) Então fora como se nunca houvera sido e desde o ventre seria levado à sepultura!
20) Porventura não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento
21) Antes que me vá, para nunca mais voltar, à terra da escuridão e da sombra da morte
22) Terra escuríssima, como a mesma escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é como a escuridão.

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